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| quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Atenção: alguns distúrbios do nariz, garganta e dos ouvidos justificam uma consulta médica devido a possíveis complicações, não devendo ser tratados por meio da automedicação, seja com o uso de medicamentos homeopáticos ou não. O intuito deste artigo é informativo. Em caso de dúvidas, recorra ao seu médico de confiança.

A homeopatia encontra um campo propício no tratamento das afecções otorrinolaringológicas, tanto nas fases agudas quanto nos estados crônicos e na sua prevenção.

Entre os adultos, cerca de 25% das consultas médicas em geral são ocasionadas por moléstia no nariz, na garganta e nos ouvidos. Um grande número desses problemas pode ser tratado pela homeopatia, que, além disso, pode diminuir a predisposição do paciente a adoecer, evitando que ele tome medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios.

Anatomia do nariz, garganta e ouvidos

Por meio do nariz, da garganta e dos ouvidos é que podemos respirar e ouvir. Esses órgãos também participam das funções da fala e da digestão, além de contribuírem para o equilíbrio.

A parte inicial das vias respiratórias, o nariz, possui duas fossas nasais, que se abrem na frente através das narinas e por trás na parte posterior da garganta. A parede superior das fossas nasais é revestida por uma mucosa, onde se encontram células olfativas. Cavidades ocas e cheias de ar nos ossos da cabeça, os seios maxilares, abrem-se nas fossas nasais.

É o interior do pescoço, que compreende duas áreas distintas: a faringe e a laringe.

Cada ouvido é composto de três partes:

Rinite  

Afecção benigna e extremamente comum na forma aguda, a rinite ataca a mucosa que reveste as fossas nasais.

A medicina convencional prescreve o tratamento para rinite aguda de acordo com os sintomas: medicamentos para descongestionar o nariz, repouso, etc. 

Para rinite alérgica, recomenda abolir, na medida do possível, o contato com o alérgeno em questão. Certos medicamentos anti-histamínicos (contra alergia) ou anti-inflamatórios aliviam os sintomas. Em alguns casos, uma dessensibilização (injeção de doses repetidas e crescentes do alérgeno em questão) pode ser proposta. 

O tratamento das rinites crônicas, por fim, visa a melhorar, se necessário, a ventilação do nariz, através de cauterização ou cirurgia.

Sinusite

É uma inflamação provocada por um vírus ou uma bactéria, de um ou de vários dos seios da face. Pode ser decorrente de uma infecção do nariz ou dos dentes. Manifesta-se por uma dor acima ou abaixo da órbita ocular, relacionada a uma sensação de tensão que aparece geralmente quando a pessoa está deitada, durante algum esforço físico, com tosse e ao fim do dia. Às vezes há corrimento purulento, tanto pelo nariz como na garganta.

Baseia-se na administração de antibióticos e, se necessário, recomenda também anti-inflamatórios e analgésicos.

Em se tratando de sinusite, uma consulta médica é sempre aconselhada. Existe uma série de medicamentos homeopáticos que podem aliviar os sintomas da sinusite aguda enquanto se espera a consulta com o médico. No caso de sinusites crônicas, o médico homeopata deve determinar um medicamento de fundo.

Otite

É uma inflamação do ouvido que pode ocorrer de duas formas: a otite média (chamada simplesmente de otite, na linguagem cotidiana), inflamação do ouvido médio, e a otite externa, inflamação do revestimento do conduto auditivo externo.

O tratamento da otite média aguda baseia-se na administração de antibióticos e analgésicos; quando o tímpano está abaulado, às vezes é feita uma perfuração cirúrgica (paracentese).

O tratamento da otite serosa consiste em colocar no tímpano um pequeno aparelho que permite que o ar entre no ouvido.

Na otite crônica, uma intervenção cirúrgica para reparar o tímpano danificado às vezes é necessária. Enfim, o tratamento da otite externa se baseia em instilar gotas de antibióticos e anti-inflamatórios no ouvido.

Laringite

É uma infecção aguda ou crônica da laringe. A laringite aguda afeta sobretudo crianças pequenas e pode causar distúrbios respiratórios muitas vezes sérios. Portanto, sempre justifica uma consulta médica de urgência.

Distinguimos dois tipos de laringite aguda: a laringite catarral (voz rouca, respiração difícil) e a laringite estridulosa (espasmo da laringe, respiração muito difícil e tosse). A laringite crônica está frequentemente relacionada com o fumo, álcool ou uma predisposição genética; raramente é devida a uma fadiga vocal, ou uma infecção local, que se traduz essencialmente pela alteração da voz, que se torna rouca.

Para tratar a laringite aguda, utilizam-se anti-inflamatórios por via oral ou local. No caso da laringite crônica, o tratamento é feito de acordo com a causa; recomenda-se parar de fumar, repousar a voz no caso de fadiga vocal, etc.

Fazer uma consulta médica deve ser a regra no caso da laringite, especialmente ao tratar de crianças pequenas. De qualquer modo, um medicamento homeopático bem escolhido pode tratar rapidamente a laringite aguda.

Inflamação da garganta

É a inflamação aguda das amígdalas, na garganta, de origem bacteriana ou viral. 

A amigdalite é muito comum na infância, na adolescência e entre adultos jovens, e pode assumir várias formas : inflamação vermelha (mucosa da garganta avermelhada de modo anormal), inflamação branca (presença de uma camada esbranquiçada) e inflamação infecciosa (presença de pus). 

As inflamações sucessivas da garganta resultam da presença de um foco infeccioso permanente no tecido das amígdalas ou de uma imunodeficiência.

A inflamação da garganta causa dificuldade em engolir, inchaço dos gânglios e muitas vezes febre. Se não for tratada, a infecção provocada por estreptococo pode se complicar, transformando-se numa grave inflamação das grandes articulações e do coração (reumatismo articular agudo).

Baseia-se na prescrição de antibióticos para prevenir uma eventual infecção por estreptococo e evitar a reinfecção. Em certos casos de amigdalites crônicas, indica-se uma cirurgia para a retirada das amígdalas.

A homeopatia pode tratar rapidamente uma inflamação da garganta com auxílio de diferentes medicamentos receitados conforme as características dos sintomas.

Caso ocorram reincidências, o tratamento cuidará da predisposição do paciente e, portanto, será necessário estabelecer um medicamento de fundo. 

Evite a automedicação e, sempre que necessário, marque uma consulta com os profissionais da saúde em que você confia.

Referência Bibliográfica: SERVAIS, Dr. Philippe M. (org.). Larousse da Homeopatia. São Paulo: Larousse do Brasil, 2002.

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